É pra direita.

Janeiro 18, 2008

“O universo é auto-consciente através de nós”. Amit Goswami
Vozes do Oriente nos têm trazido a filosofia oriental através dos milênios. Esta filosofia ensina a “unidade” de todos os seres vivos entre si e com o próprio universo. A filosofia do ocidente, por sua vez, ensina que devemos nos expressar de forma clara e a escolher palavras que não deixem margem a dubiedade alguma a respeito do significado das idéias que desejamos transmitir.
Porque então será que todas as linguagens faladas neste planeta escolheram a palavra UNIVERSO como a forma de expressão perfeita para toda esta vastidão diversificada na qual estamos inseridos e conseqüentemente dela também somos parte? Será que ao ser cunhada esta palavra, ela permaneceu “ad infinitum” por indicar a direção de algo ou de um tipo de ensinamento que jamais poderia ser olvidado pelos seres humanos?
UNIVERSO – O UM NO DIVERSO. Alguém desejaria uma revelação mais real do que esta , da verdade contida no que esta palavra traduz clara, objetiva e insofismavelmente?
“Aquele que na mutação incessante do universo vêem apenas uma coisa, e só a eles, só a eles, pertence a verdade eterna?” – Sri Chandra Bose, biólogo, químico, inventor e gênio.

Amit Goswami baseou a sua hipótese na suposição de que “lá fora”, existe uma realidade real, objetiva”. Comenta o físico Fred Alan Wolf, PhD.
Amit Goswami, hindu, confessa que de princípio, como cientista, olvidou-se dos ensinamentos que recebera na sua terra e dos arrazoados filosóficos do seu pai, um guru brâmane. Goswami passara a acreditar que “a realidade objetiva definida pela física convencional era a única realidade e o que era subjetiva se devia a uma dança complexa de átomos, à espera de ser decifrada por nós”.
Mas Goswami ouvia “os místicos da Califórnia que falavam sobre a consciência como sendo o original, o completo em si e constituído de todas as coisas”.
Relutava em acreditá-los, mas no seu íntimo sentia que todos os ensinamentos que recebera na infância gritavam por sua atenção. “No início, essas idéias provocaram em mim uma grande dissonância cognitiva, embora, no fim, eu compreendesse que podemos ainda praticar ciência mesmo que aceitemos a primazia da consciência e não da matéria. Esta maneira de praticar ciência eliminava não só os paradoxos quânticos dos enigmas de minha adolescência, mas também os novos da psicologia, do cérebro e da inteligência artificial”.

Muito já se escreveu e já se falou a respeito do “significado do universo”. Não se chegou a conclusão alguma, entretanto, usando-se de simplicidade poderíamos obter uma chance de pagarmos o fio da meada. O universo não existe sem algo que lhe perceba a existência.
Começando a puxar este fio, dele vão se soltando outras perguntas exigindo respostas: “Antes dos seres humanos, havia um universo?” Supostamente havia. O prosseguimento destas perguntas irá aguçando a nossa mente, no final apenas uma pergunta ficará piscando sozinha e nos pedindo atenção: e quem estava ali percebendo, desde o início, todos estes acontecimentos?
E é neste ponto que Amit Goswami entra com “idealismo monista “e a sua hipótese, declarando: “A consciência cria o mundo físico e o universo é auto-consciente através de nós”. Goswami deixa implícito que o que ele chama de consciência é aquele UM integral quem, por Sua vontade e com um fito se diversifica e que vive fora do espaço-tempo, é “NÃO LOCAL” (princípio da localidade e da não localidade) e está em tudo na sua diversificação porque esta consciência, um dia, ser conhecida pela ciência como sendo a origem de toda a matéria e da vida.
No seu livro, Goswami pretende também, confraternizar a ciência com o espiritual: uma completa o outro. A ciência, materialista, com o seu método científico materialista estaca na barreira que divide o conhecimento em duas realidades, material e o transcendental, refutado, por ser ainda inatingível com os métodos dos quais a ciência dispõe até agora.Mas surgiu a física quântica e um intérprete: Amit Goswami.

“A antítese do realismo materialista é o” idealismo monista”. Segundo esta filosofia, a consciência, e não a matéria, é fundamental. Tanto o universo da matéria quanto o dos fenômenos mentais como , por exemplo, o pensamento, são criados pela consciência. Além das esferas material e mental (que juntas formam a realidade imanente, (o mundo da manifestação), o idealismo postula um reino transcendental, arquetípico, de idéias, como origem dos fenômenos materiais e mentais. Importa reconhecer que o idealismo monista e´, como o nome implica, uma filosofia unitária. Quaisquer subdivisões, como o imanente e o transcendente, situam-se na consciência. A consciência, portanto, é a realidade única e final. (Amit Goswami – O Universo Auto-consciente – pág. 72).
A hipótese de Amit Goswami não pretende confundir ou corrigir àqueles que de dedicam ao estudo ou à pesquisa das neurociências, hoje tão em voga. A hipótese de Goswami vai além da proposta das neurociências, cavalgando as brisas provocadas pela física quântica, os seus princípios, paradoxos e as suas estranhezas. Dizia Niels Bohr: “Quem disser que entende a física quântica mostra que não entende nada!”
Goswami não pretende entende-la no sentido que Bohr quis dar e sim usar dela, como já a usamos para inventarmos milhões de coisas que facilitaram em muito as nossas vidas, aumentaram o nosso conhecimento e para provar a sua hipótese.
Quando ele diz: “O cérebro não produz a consciência, a consciência produz o cérebro”, sabe que as neurociências estão falando objetivamente do mundo físico e de que ele está falando a respeito da realidade que jaz para além do mundo físico, desconhecida e renegada, mas real. E que ela é a grande criadora e construtora da nossa realidade física – a consciência – que, para ele tem uma conotação diferente e transcendente.

O Sentido do Universo

Somos o centro do universo porque somos o seu significado”. Goswami justifica este seu pensamento afirmando que “podemos supor que o universo que através de um “colapso” se transformou na realidade física espaço-tempo, é um universo com a possibilidade de evolução do maior número possível de seres inteligentes, auto-conscientes, em bilhões e bilhões de planetas por todo este universo em expansão”. (ob.sit. pág. 1760).”
(http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=7)

“Começando a puxar este fio, dele vão se soltando outras perguntas exigindo respostas: “Antes dos seres humanos, havia um universo?” Supostamente havia.”
Seguindo a lógica, e se só havia universo antes de nós porque nós pensamos que já houvesse? E se tudo que existe é fruto de uma consciência, então somos fruto de quem, se não havia ninguém antes? E se havia alguém antes, onde está? E se essa pessoa/ ser já não existe, porque ainda estamos aqui? Somos vivos, mas se não há ninguém para nos assistir, será que existimos de verdade? Se ninguém assistisse o universo, ele existiria também?

Ele precisa de nós de verdade para existir? E se fossemos uma vaga memória esquecida de alguém que já não pensa em nós ou já não existe mais? E se a tal existência que criou as outras é realmente ou foi realmente uma existência, quem criou essa existência?

Fato: se não tivéssemos consciência, nossas partes seriam reconhecidas por nós mecanicamente. Se não percebêssemos o mundo, não haveria mundo para nós. Por isso a consciência reina, porque sem ela de nada adianta o físico – não adianta ter o que ver sem olhos para poder enxergar.

Questionamento crítico -> e porque, para nós, é tão difícil aceitar que tudo pode simplesmente “ser”? ou sempre ter sido? O universo não poderia sempre ter existido, até surgir de alguma maneira inusitada alguém que realizou os outros?

Na alquimia se diz que, em uma troca, devemos dar algo de valor igual para transmutar uma coisa em outra. A questão é: quem estipula esse valor? Porque o valor é x e não y ou z? Porque ouro vale mais que prata? Porque um corpo vale mais do que apenas uma cabeça? Porque para ter uma jóia devemos aplicar ouro e diamantes, e não podemos utilizar terra e mármore?

Ou ainda, porque para a ciência é tão difícil aceitar que, no lugar da resopsta científicamente comprovável é tão difícil aceitar a palavra Deus? E se a ciência realmente nunca sair da casca, da superfície dos fatos, se ela não for de maior utilidade para além do que termos com que nos ocupar e mover o capitalismo? Ela não é últi para encontra Deus. Seria a ciência apenas útil para que o homem se reafirme?

“O prosseguimento destas perguntas irá aguçando a nossa mente, no final apenas uma pergunta ficará piscando sozinha e nos pedindo atenção: e quem estava ali percebendo, desde o início, todos estes acontecimentos?”

E se a auto-consciência não significar apenas a consciência primodrial?

Qual o sentido do universo?

Bem, dessa pregunta eu tenho franca certeza da resposta.
É pra direita.
 

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